3/2/19

Pense Devagar

A primeira resposta não serve para ser a certa, serve para começar a encontrar a melhor resposta

2 minutos de insights

Chegou o verão, você precisa de uma blusa nova. Você começa a pesquisar na cidade e descobre que do lado da sua casa tem uma loja que vende a blusa que você quer por 100 reais. Pesquisando mais um pouco, você descobre que outra loja, a 15 minutos de distância, está vendendo a mesma blusa por 30 reais. Ótimo, você vai lá, compra e volta faceiro com a economia.

O mundo tá acelerado, agora você precisa de um celular novo. Na loja do lado da sua casa tem o iphone que você precisa por 2.000 reais. Você pesquisa na outra loja que comprou a blusa, a 15 minutos de distância, e o iphone está sendo vendido por 1.930 reais. Você viajaria 15 minutos para comprar?

Muitas pessoas comprariam a blusa na loja mais distante mas não comprariam o iphone, por achar que não vale a pena. Sendo que nos dois casos você está trocando 15 minutos do seu dia por 70 reais. Ou seja, as percepções do nosso cérebro nem sempre são adequadas. Cometemos pequenos erros de raciocínio, inclusive na hora desenvolver novas ideias.

Quando estamos criando, costumamos nos apegar as primeiras ideias, como se elas fossem insights divinos. Na verdade, as primeiras ideais, muitas vezes, são ideias copiadas que nem lembramos mais. Cuidado ao encontrar a primeira resposta certa. As primeiras respostas são ideias comuns que já constam no nosso banco de dados, fugindo um pouco do fator criatividade e inovação. Vá além, de mais um passo no campo das ideias para chegar onde ninguém chegou.

A primeira resposta não serve para ser a certa, serve para começar a encontrar a melhor resposta

Como explicado no livro Rápido e Devagar de Daniel Kahneman, quando pensamos rápido, pensamos baseados em pouco informação, pré conceitos e repostas prontas do nosso banco de dados. Já quando pensamos devagar, um passo além da primeira resposta certa, pensamos com mais criatividade, conectando informações relevantes para tomar a melhor decisão. O nosso cérebro tem várias partes. A mais antiga e primitiva se chama "cérebro reptiliano". Essa parte controla o nosso instinto de sobrevivência e tem um comando muito poderoso, o de poupar energia. Então, para não desperdiçar energia à toa o nosso cérebro escolhe a resposta mais óbvia do nosso banco de dados. 

Por isso é tão difícil parar e pensar em uma nova solução para algo que já está funcionando corretamente. É aí que separamos os criativos dos não criativos. Pessoas criativas sempre pensam mais um pouco e gastam mais energia tentando conectar coisas que aparentemente não fazem sentido. Pessoas criativas tentam melhorar as soluções já existentes porque fazem isso por esporte. Utilizam o mundo como laboratório para testar novas hipóteses e treinar o seu cérebro para saltos mais longos de criatividade.

Quer ter mais insights sobre criatividade? Veja o conteúdo completo em Como ser mais Criativo.

Web Designer e estudante de criatividade, curte questionar o mundo e analisar o comportamento de nós seres humanos. É fundador do projeto Pagebooks que entrega conteúdos fodas com uma apresentação impecável através do bom design.

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